Chevrolet Equinox Premier: Tem quase tudo

Imagine um carro que tem quase tudo que você gostaria de ter em um automóvel. A lista é grande: motor potente, câmbio automático de nove marchas, estaciona sozinho, start-stop, acionamento do motor à distância, recarrega o celular sem precisar de cabos (se bem que nem todos os smartphones possuem essa tecnologia), sistema multimídia bem resolvido e que espelha o celular, controle de cruzeiro, assistente de leitura de faixa, farol alto automático e diversas siglas de equipamentos de segurança ativa. Este é o Chevrolet Equinox Premier.

Custa caro, R$ 149.000, mas em comparação aos concorrentes, é o melhor que este tanto de dinheiro pode comprar.

Porém, não é perfeito. É um SUV. E o controle de cruzeiro poderia ser adaptativo, aquele que controla também a distância, acelera e para sozinho. Outro item que não agradou foram os botões do volante multifuncional, tipo soft touch, que parece uma calculadora chinesa de baixo custo. Além disso, faltaram as borboletas atrás do volante. Detalhes simples e fáceis de resolver. Basta pegar tudo e colocar em uma carroceria de perua, trocar os botões por outros mais sofisticados e instalar um ACC e as borboletas.

Mas, certamente isso não vai acontecer. O que provavelmente ocorra é o lançamento de versões mais pobres, como já ocorreu, com a entrada da LTZ que tem muito menos equipamentos e custa R$ 135.000. Mas pode ficar pior: trocarem o motor 2.0 turbo de injeção direta por um pior, menos potente e flex, para competir na faixa dos R$ 115.000.

Ao volante
Como todo SUV médio pesado e potente, pois o Equinox tem 1693 kg e 262 cv de potência, o consumo não é lá grande coisa. Na cidade, com trânsito moderado, raramente atinge os 8,4 km/l anunciados pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro. Mas, na estrada, em velocidade constante, passa fácil dos 10,1 km/l, quando respeitados os limites de velocidade.

O bacana do carro é que mesmo sendo um SUV acelera muito bem e é gostoso de dirigir. E, como conta com tração 4×4, pode ser um bom veículo off road para viagens de fim de semana na fazenda ou haras. Mas, como é um Chevrolet, o glamour da marca não supera Land Rover nem outras importadas, assim chegar ao haras com ele não é tão chamativo, mas isso pode até ser uma vantagem para quem prefere discrição.

Banco do motorista conta com ajustes elétricos

Existem algumas particularidades na operação do Equinox que são fora do comum para a maioria dos consumidores brasileiros, inclusive para nós, jornalistas especializados, acostumados a testar diversos modelos de marcas diferentes. O principal é a nomenclatura das marchas, PRNDL: Park (estacionado), Reverse (ré), Neutral (Neutro), Drive (Dirigir) e Low (reduzida). O problema é que o L, de reduzida, normalmente indica que somente a primeira ou segunda marcha é engatada, para usar o carro em terrenos de baixa aderência ou que necessita de maior torque nas rodas, assim não há trocas de marchas.

Botões de memória do ajuste do banco do motorista

Mas, no Equinox, significa que está no modo manual, e o motorista pode cambiar por meio de um pequeno botão na parte superior do pomo da alavanca. Além disso, no modo manual, as marchas são trocadas automaticamente até o número selecionado. Assim, se deixar o seletor em quarta, o câmbio avança da primeira à quarta marcha. É uma estratégia interessante, mas precisa ser explicado ao motorista na hora da entrega do carro.

Outro ponto que chamou atenção foi a facilidade com que o SUV raspa o bico do parachoque em saídas de lombadas e valetas. Deveria ter um ângulo de ataque mais agressivo por ser o que é. Ou um conjunto de suspensão mais rígido, porém a primeira opção é melhor, pois a calibragem dos amortecedores e molas está perfeita para a qualidade do piso brasileiro.

Ficha técnica
Chevrolet Equinox Premier
Motor: dianteiro, transversal, turbo, gasolina, injeção direta, 4 cilindros, DOHC, comando de válvulas variável na admissão e escape, 1.998 cm³, 16 v, 262 cv a 5500 rpm, 37 kgfm a 4500 rpm; diâmetro x curso: 86 x 86 mm; taxa de compressão: 9,5:1
Câmbio: automático de 9 marchas
Tração: integral
Direção: assistência elétrica
Suspensão: independente nas quatro rodas, tipo McPherson na dianteira, e multilink na traseira
Freios: a disco nas quatro rodas, ventilados na dianteira e na traseira
Rodas e pneus: liga leve 235/50 R19
Dimensões: comprimento, 4652 mm; largura, 1843 mm; altura, 1695 mm; entre-eixos, 2725 mm, peso, 1693 kg, porta-malas, 468 l; tanque de combustível, 59 l
Desempenho: velocidade máxima, 210 km/h; aceleração 0 a 100 km/h: 7,6 s
Consumo PBE-V Inmetro: cidade – 8,4 km/l; estrada – 10,1 km/l

Alexandre Akashi

Alexandre Akashi

Editor da Revista Farol Alto alexandre@farolalto.com.br

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