VW Virtus: Um belo porta-malas

Sedan compacto premuim. É assim que a Volkswagen classifica o Virtus, modelo que compartilha com o hatchback Polo motor, câmbio e diversos elementos estéticos e de acabamento. Mas, diferentemente do irmão menor, o Virtus não terá opção de motor 1.0 3 cilindros aspirado, apenas a 1.6 MSI, e as versões Comfortline 200 TSi e Highline 200 TSi, ambas com motor 1.0 3 cilindros turbo e câmbio automático de seis marchas.

Isso, porém é notícia velha. O que todos querem saber é o preço. A versão de entrada chega por R$ 59.990, a Comfortline R$ 73.490 e a Highline R$ 79.990. Caro? Sim. Fora do padrão de preço que o brasileiro está acostumado a pagar? Não. Então, deve vender bem, principalmente porque o carro é grande, tem bom nível de tecnologia e deve agradar a muitos taxistas.

Cumprido, o Virtus tem 4,48 m, e porta-malas com 521 l de capacidade

Assim como o Polo, o Virtus recebeu uma série de pacotes de itens opcionais para cada versão. Na 1.6 MSI, estão disponíveis dois pacotes: o primeiro, “Connect”, inclui sistema de infotainment Composition Touch, I-System, volante multifuncional, “Park pilot” (sensores de estacionamento traseiros), Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) e roda de liga leve de 15” “Scimitar” com pneus 195/65 R15, por R$ 2.950. O segundo pacote, “Safety”, traz o Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC) e todos os recursos atrelados a ele, como ASR, EDS e HHC, por R$ 1.0501.

A versão Comfortline 200 TSi também conta com dois pacotes opcionais: o primeiro é o “Tech I” (R$ 2.200), e inclui sistema “Kessy” para abertura e fechamento das portas sem uso da chave e partida do motor por botão no console central, controlador automático de velocidade de cruzeiro, sensores de estacionamento dianteiros, retrovisor interno eletrocrômico, volante multifuncional com “shift paddles”, sensores de chuva e crepuscular e função coming/leaving home e rodas de liga leve de 16” “Nick” com pneus 205/55 R16.

O painel digital é item opcional, disponível apenas na versão Highline, e custa R$ 3.300

Já o segundo pacote, “Tech II” (R$ 3.500), inclui aos itens do anterior o sistema “RKA” (indicador de pressão dos pneus), ar-condicionado digital Climatronic, sistema “s.a.v.e” de divisão do porta-malas (e rede porta-objetos), porta-luvas refrigerado, câmera traseira, detector de fadiga, sistema de frenagem automática pós-colisão, volante multifuncional revestido de couro com “shift paddles” e detalhes em preto brilhante na cabine.

E, finalmente, a versão topo de linha, Highline 200 TSi, conta com o pacote “Tech High” (R$ 3.300), que inclui painel digital com tela de 10,2” Active Info Display, sistema de infotainment “Discover Media” de 8 polegadas, sensores de estacionamento dianteiro, sistema “RKA” de indicador de pressão dos pneus, sistema “s.a.v.e” de divisão do porta-malas (e rede porta-objetos), antena “tubarão”, câmera traseira para auxílio no estacionamento, detector de fadiga, espelho retrovisor eletrocrômico, faróis com a função coming/leaving home, Sistema de Frenagem Automática Pós-Colisão, sensores de chuva e crepuscular. Rodas de liga leve de 17” “Razor”, com pneus 205/50 R17 custam R$ 1.200 e bancos em couro sintético Native, mais R$ 800.

Assista ao vídeo promocional de lançamento do Virtus

Primeiras impressões
A VW ofereceu interessante teste drive de lançamento do Virtus, com trechos de estrada, cidade e pista de testes, na Goodyear. Andamos no 1.6 MSI e no Highline 200 TSi, ambos equipados com todos os opcionais disponíveis. Não são ruins, mas não justificam o preço.

O Virtus 1.6 MSI é um carro novo por fora, mas com powertrain antigo. O motor 1.6 MSI tem 117 cv de potência máxima quando abastecido com etanol, e torque máximo de 16,5 kgfm a 4000 rpm, com o mesmo combustível. O câmbio é manual, de cinco marchas. Em outras palavras, é um Voyage reestilizado.

O acabamento interno é pobre para um carro considerado premium. Nesta versão, fez falta o ajuste de altura e profundidade do volante. Mas, o espaço interno é excelente, graças ao entreeixo de 2,65 m.

O desempenho é regular. O motor dá conta do dia a dia, a faixa de torque é alta, mas o câmbio é bem escalonado o que supre as necessidades básicas. O consumo anunciado é de 11.9 km/l na cidade e 13,8 km/l na estrada, com gasolina e, com etanol, 8,2/9,5 km/l na cidade e estrada, respectivamente. Números razoáveis para um 1.6 aspirado.

Já o Virtus 200 TSi é mais bem acabado, e a versão topo de linha com todos os opcionais chama atenção pelo painel digital e sistema multimídia. São R$ 3.300 bem gastos. O desempenho do motor também é mais agradável. Sem muito esforço se atinge 120 km/h e é preciso ficar atento para não ultrapassar o limite de velocidade.

O câmbio automático de seis marchas é suave e muito bem vindo. A posição de dirigir é melhor, pois a versão conta com ajustes de altura e profundidade do volante. Mas, no banco traseiro, falta apoio para braço central, item que carros premium devem ter.

Na pista de testes, o Virtus Highline 200 TSi conseguiu mostrar bom desempenho, principalmente no piso molhado. As tecnologias de assistência a condução foram bastante solicitadas, e foi possível sentir o carro sempre na mão.

Ah, sim, o porta-mala. É belo. É grande, espaçoso, tudo que uma família grande precisa. Mas, podia contar com sistema pantográfico de abertura, ao invés das dobradiças tipo pescoço de ganso. O pessoal da VW afirma que foram posicionadas de forma que não interferem no posicionamento das malas. Bem correto isso, mas mesmo assim rouba espaço do compartimento. E é justamente o espaço que, após lotar com malas, sobra para o pão de forma, que chega ao destino sempre amassado.

Ficha técnica
VW Virtus 1.6 MSI
Motor: dianteiro, transversal, flex, 4 cilindros, 1598 cm³, 16 v, 117/110 cv a 5750 rpm (etanol/gasolina), 16,5/15,8 kgfm a 4000 rpm (e/g); diâmetro x curso: 76,5 x 86,9 mm; taxa de compressão: 11,5:1
Câmbio: manual de 5 marchas
Tração: dianteira
Direção: assistência elétrica
Suspensão: independente na dianteira, tipo McPherson, e eixo de torção na traseira
Freios: disco ventilado na dianteira e tambor na traseira
Rodas e pneus: aço 195/65 R15
Dimensões: comprimento, 4482 mm; largura, 1751 mm; altura, 1472 mm; entre-eixos, 2651 mm, peso, 1134 kg, porta-malas, 521 l; tanque de combustível, 52 l
Desempenho: velocidade máxima, 195/191 km/h (e/g); aceleração 0 a 100 km/h: 9,8/10,2 s (e/g)
Consumo PBE-V Inmetro: cidade – 8,2/11,9 km/l (e/g); estrada – 9,5/13,8 km/l (e/g)

Ficha técnica
VW Virtus 200 TSi
Motor: dianteiro, transversal, turbo, flex, 3 cilindros, 999 cm³, 12 v, 128/116 cv a 5500 rpm (etanol/gasolina), 20,4 kgfm a 2000-3500 rpm (e/g); diâmetro x curso: 74,5 x 76,4 mm; taxa de compressão: 10,5:1
Câmbio: automático de 6 marchas
Tração: dianteira
Direção: assistência elétrica
Suspensão: independente na dianteira, tipo McPherson, e eixo de torção na traseira
Freios: a disco nas quatro rodas, sendo ventilado na dianteira e sólido na traseira
Rodas e pneus: Comfortline: liga leve 195/65 R15 (opcional: 205/55 R16); Highline: liga leve 205/55 R16 (opcional: 205/50 R17)
Dimensões: comprimento, 4482 mm; largura, 1751 mm; altura, 1472 mm; entre-eixos, 2651 mm, peso, 1192 kg, porta-malas, 521 l; tanque de combustível, 52 l
Desempenho: velocidade máxima, 194/189 km/h (e/g); aceleração 0 a 100 km/h: 9,9/10,4 s (e/g)
Consumo PBE-V Inmetro: cidade – 7,8/11,2 km/l (e/g); estrada – 10,2/14,6 km/l (e/g)

Alexandre Akashi

Alexandre Akashi

Editor da Revista Farol Alto alexandre@farolalto.com.br

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