Qual a diferença entre amortecedor convencional e pressurizado ?

Qual o amortecedor melhor para seu carro? O pressurizado  é melhor do que o convencional? Antes de saber qual o mais adequado para o veículo , é bom saber os automóveis em circulação aceitam um ou outro.

Os primeiros amortecedores tubulares eram do tipo convencional, que possuem óleo e oxigênio, dispostos em dois tubos distintos (reservatório e pressão), sendo por isso denominados “bitubos”. A construção simplificada oferece o controle direcional necessário, conforme as características técnicas do carro. Já os amortecedores pressurizados possuem óleo e nitrogênio, caracterizando-se pela imediata movimentação de abertura da haste.

Segundo o supervisor de Treinamento da Monroe, Juliano Caretta esse tipo de amortecedor conta com tecnologia diferenciada, proporciona desempenho constante na dirigibilidade do veículo. “Nos modelos convencionais, os amortecedores oferecem cargas variadas conforme a velocidade de movimentação. Já nos pressurizados, a principal característica é o alto desempenho de trabalho nas diversas condições de utilização, o que impacta diretamente na melhor dirigibilidade do veículo”, destaca.  

No amortecedor convencional, quando há movimentação intensa da suspensão, ocorre um processo chamado aeração ou cavitação, que é a formação de bolhas de ar no óleo. Isso faz com que a velocidade da passagem do óleo pela válvula seja alterada, provocando uma leve e momentânea alteração na carga do amortecedor.

No modelo pressurizado, no entanto, o gás nitrogênio não se mistura ao óleo, evitando essa formação de bolhas de ar e resultando em um desempenho melhor e mais constante no contato do pneu com o pavimento. Essa característica proporciona maior controle e, consequentemente, melhor dirigibilidade.

“Comparado aos convencionais, os amortecedores pressurizados são produzidos com tecnologia avançada, e oferecem o que há de melhor na absorção de impactos, segurança, estabilidade e conforto. Por isso, atualmente, esse tipo de amortecedor integra o portfólio da Monroe para veículos de linha leve e utilitários”, completa Caretta que recomenda a utilização  do mesmo tipo de amortecedor nas quatro rodas.

Antonio Puga

Antonio Puga

Antonio Puga é jornalista, especializado no setor automotivo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.