Renault Kwid: Querida, encolhi o SUV

O Inmetro classificou o subcompacto Kwid, da Renault, de SUV e a marca não tem poupado esforços comerciais para emplacar o modelo como tal. Queridinho dos consumidores, os SUVs estão por toda parte, mas nem tudo que reluz é ouro.

Com 40º de ângulo de saída, traseira permite superar valetas profundas

O carro tem atrativos, mas não pense que ele é capaz de fazer tudo que um SUV de verdade faz. Então, não se engane na hora da compra, pois trata-se de um hatchback urbano com suspensão um pouco mais alta e ângulo de ataque e saída também mais agressivo que no máximo permite passar por lombadas e valetas sem precisar entrar de lado.

O acabamento interno é simples, cheio de plásticos duros, sem nenhum tipo de glamour

O pequeno motor 1.0 l de três cilindros consegue ser econômico e atingir consumo de 12 km/l, na cidade, com etanol. Mas, isso se for dirigido de forma muito, mas muito consciente. Nada de acelerações bruscas nem elevadas velocidades. E, claro, com trânsito leve.

O pequeno motor 1.0 l de três cilindros consegue ser econômico e atingir consumo de 12 km/l, na cidade, com etanol

A versão avaliada era a topo de linha, Intense, com Pack Connect, que tem como destaque o sistema multimídia Media NAV 2.0 com câmera de ré. Custa R$ 39.990, dez mil reais a mais do que o modelo de entrada, que vem sem ar-condicionado.

Ao volante
Para ser usado como carro urbano, o Kwid até é uma boa opção, assim como os demais concorrentes com versões “aventureiras de asfalto”. Mesmo atacando de forma um pouco mais agressiva diversas lombadas, não houve uma vez que o carro raspou o parachoque frontal. Mas, claro, dentro de um limite plausível.

Banco traseiro conta com três suportes de cabeça, ideal para famílias de cinco pessoas

A posição de dirigir é um pouco mais elevada do que um hatch compacto, mas o volante não conta com ajuste altura nem profundidade, o que pode ser ruim na hora de encontrar a posição ideal de condução.

Pequeno, o porta-malas leva 290 litros

O acabamento interno é simples, cheio de plásticos duros, sem nenhum tipo de glamour. Mas, a presença de porta-objetos grandes é um ponto positivo, pois permite acomodar tudo.

Para economizar, as rodas têm somente 3 parafusos

O nível de conforto oferecido pela suspensão é condizente ao padrão do veículo. Segura bem a buraqueira das ruas, porém atacar curvas não é com ele. Assim, não se trata de uma compra por paixão a automóveis, mas, uma compra racional. Tem design agradável e serve para andar devagar na cidade onde o limite de velocidade não passa de 90 km/h.

Ficha técnica
Renault Kwid
Motor: dianteiro, transversal, flex, 3 cilindros, 999 cm³, 12 v,DOHC, 70/66 cv a 5500 rpm (etanol/gasolina), 9,8/9,4 kgfm a 4250 rpm (e/g); diâmetro x curso: 71 x 84,1 mm; taxa de compressão: 11,5:1
Câmbio: manual de 5 marchas
Tração: dianteira
Direção: assistência elétrica
Suspensão: independente na dianteira, tipo McPherson, e eixo de torção na traseira
Freios: a disco ventilado na dianteira e tambor na traseira
Rodas e pneus: aço, 165/70 R14
Dimensões: comprimento, 3680 mm; largura, 1579 mm; altura, 1474 mm; entre-eixos, 2423 mm, peso, 786 kg, porta-malas, 290 l; tanque de combustível, 38 l
Desempenho: velocidade máxima, 156 km/h; aceleração 0 a 100 km/h: 14,7 s
Consumo PBE-V Inmetro: cidade – 10,3/14,9 km/l (e/g); estrada – 10,8/15,6 km/l (e/g)

  • Com suspensão um pouco mais alta, permite passar por lombadas e valetas sem precisar entrar de lado
  • Com 40º de ângulo de saída, traseira permite superar valetas profundas
  • A posição de dirigir é um pouco mais elevada do que um hatch compacto, mas o volante não conta com ajuste altura nem profundidade
  • O acabamento interno é simples, cheio de plásticos duros, sem nenhum tipo de glamour
  • Renault Kwid (5) Renault Kwid (5) O pequeno motor 1.0 l de três cilindros consegue ser econômico e atingir consumo de 12 km/l, na cidade, com etanol
  • Renault Kwid (8) Renault Kwid (8) Banco traseiro conta com três suportes de cabeça, ideal para famílias de cinco pessoas
  • Pequeno, o porta-malas leva 290 litros
  • Para economizar, as rodas têm somente 3 parafusos
  • Motor flex ainda conta com tanquinho de gasolina para partida a frio, ao contrário do 1.0 do Sandero e Logan

Alexandre Akashi

Alexandre Akashi

Editor da Revista Farol Alto

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