A eterna briga entre Honda Civic e Toyota Corolla pelo posto de melhor sedan médio japonês acaba de ficar mais interessante com o lançamento dos modelos 2018. A Honda promoveu uma mudança de design radical no Civic, enquanto a Toyota tornou o Corolla mais atraente.
Indiscutivelmente, o novo Civic chama atenção e deixa o design do rival a desejar. Porém, não chega a ser disruptivo, tal como em 2006, quando o New Civic trouxe elementos de outras carrocerias para um sedan.

O mais importante da geração 10 do Civic é que o carro cresceu em tamanho e conforto, itens que o Corolla dominava sobre o Honda. Agora conta com entreeixos de 2,7 metros, valor idêntico ao do Toyota, e porta-malas de 519 litros, ante 470 do rival.
As versões escolhidas para este comparativo são as intermediárias, com câmbio automático CVT. O Honda Civic EXL custa R$ 105.900, enquanto o Toyota Corolla XEi tem preço a partir de R$ 103.990. Apesar de ser mais barato, o Honda é melhor equipado, com ar-condicionado de duas zonas (o Corolla tem apenas uma), freio de estacionamento elétrico (alavanca no Toyota), borboletas atrás do volante e conexão HDMI (ausentes no concorrente), entre outros. No entanto, o Corolla conta com TV digital no sistema multimídia, função que o Civic não possui.
Mecânica
O conjunto motor-transmissão dos dois modelos é bastante parecido, apesar de o Honda contar com taxa de compressão menor e variação apenas nas válvulas de admissão, enquanto o Toyota varia também as de exaustão.
Apesar disso, as características de torque e potência são bastante similares e, como as caixas de transmissão também são parecidas (CVT de sete marchas virtuais), dados de consumo e desempenho tendem a ser próximos. Mas, chama atenção o fato de o Corolla acelerar de 0 a 100 km/h mais rapidamente, principalmente se for levado em conta o fator peso. Com 1315 kg, 24 kg a mais do que o Civic (1201 kg), o Corolla atinge 100 km/h em 9,6 segundos ante 10,9 segundos do rival. Vale lembrar que ambos calçam pneus da mesma medida, 215/50 R17.
Um ponto bastante particular de cada modelo é a suspensão. A Toyota apostou em soluções mais simples para o Corolla, com eixo de torção na traseira, enquanto a Honda apresenta um excelente multilink, que permite mais controle e estabilidade. Na dianteira, ambos chegam com suspensão tipo McPherson.
Ao volante
Tanto o Civic quanto o Corolla são bons de dirigir. O Honda, apesar de ter crescido em comprimento e largura, ainda tem pegada mais esportiva do que o Corolla. De certa forma, o Civic envolve mais o motorista, enquanto o Toyota enclausura. No Corolla, a posição de dirigir foi pensada para o máximo de conforto, com posição elevada e estofamento macio.
Já o Honda Civic permite dirigir mais rente ao chão, com menor visibilidade frontal, mas de forma bem agradável e com ombros protegidos pela carroceria. Claro que, quem gosta de uma posição mais elevada, consegue regular a altura do banco e dependendo do tamanho do motorista, até enxergar a frente do carro.
Em relação ao desempenho, ambos cumprem muito bem o papel de sedans familiares para o qual foram desenvolvidos. A força e desenvoltura dos motores são suficientes para quem precisa de um pouco de mais de potência mas ainda não quer partir para os motores pequenos com turbo, e até mesmo o consumo é bom.
Assim, com algumas pequenas diferenças, ambos tem públicos distintos, pois dificilmente o proprietário de Corolla migra para um Civic, mas com o avanço da idade, é possível que um consumidor de Civic encontre no Corolla algum conforto extra que até então a idade não necessitava.
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Editor da Revista Farol Alto
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