As picapes médias cresceram em tamanho em relação aos modelos anteriores. Agora, o comprimento é sempre acima de 5,20 metros e algumas ganharam até dirigibilidade de automóvel. Mas, na hora da compra, além da marca sempre há uma dúvida: motor flex ou diesel, qual a melhor?
Quem é fã de Volkswagen não tem opção. A Amarok só dispõe de motor diesel. Na versão topo de linha, Highline Série Extreme, o propulsor é um biturbo de 2.0 litros com potência máxima de 180 cv, e torque máximo de 42.8 kgfm a 1750 rpm. Um trator.
Já uma boa opção com motor flex é a nova Chevrolet S10 LTZ, que conta com um quatro cilindros longitudinal de 2.5 litros, injeção direta, com 206 cv de potência e torque máximo de 27,3 kgfm a 4400 rpm.
Os mais atentos já perceberam que o VW tem mais torque, enquanto o Chevrolet, mais potência. Mas, o que isso significa na prática? De certa forma, o S10 acelera mais rápido, porém o Amarok tende a carregar mais peso com maior facilidade. Vale lembrar que trata-se de motores com características construtivas bem distintas e, por isso, geralmente são utilizados para propósitos diferentes. Enquanto o Ciclo Otto busca performance e desempenho, o Ciclo Diesel é mais robusto e durável.
Vantagens do diesel
Os motores diesel apresentam elevada taxa de compressão, combustão sem auxílio de velas de ignição, alta pressão de injeção de combustível (entre 1800 e 2000 bar), e pré-aquecimento do diesel na fase fria.
Com tudo isso, os componentes estruturais do motor (bloco, pistões, virabrequim, cabeçote, válvulas etc.) precisam ser muito mais resistentes. Como consequência, a durabilidade do motor é cerca de duas ou três vezes maior do que um Ciclo Otto.
Outra característica é a presença de turbocompressores, que ajudam a otimizar a mistura ar-combustível, para gerar mais torque, potência e economia de combustível. Dessa forma, em veículos de passeio, o consumo é muito melhor do que a maioria dos Ciclo Otto. Tanto que o Amarok faz 8,9 km/l na cidade ante os 5,1 km/l do S10 com etanol ou ainda os 7,7 km/l com gasolina.
Vantangens do flex
Se por um lado o Amarok vence pela durabilidade e economia do motor, por outro o S10 se destaca por rodar com etanol ou gasolina, em qualquer proporção de mistura. Vale lembrar que o motor do S10 conta com tecnologia de injeção direta de combustível, o que elimina o tanque auxiliar de partida a frio e permite melhor controle sobre a combustão, com visível ganho no consumo de combustível, tanto que com gasolina na estrada faz 9 km/l, bem próximo do Amarok, de 9,1 km/l.
Mas, a principal vantagem é o preço de aquisição: a picape flex custa R$ 38 mil a menos do que a diesel, além de contar com um número muito maior de postos para abastecimento.
Assim, se a ideia é ter uma picape para carga, o diesel é mais interessante, porém para uso urbano, o modelo flex pode ser opção. Curioso é que a versão Extreme do Amarok vem com pneus esportivos em lindas rodas de 20”, que não combinam com o propósito do motor, mas dão muito estilo para a picape.
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Editor da Revista Farol Alto
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