Falhas no motor do Corolla

Existem defeitos que tiram a gente do sério. Este é um deles. E o pior, em um modelo que é famoso mundialmente pela confiabilidade: o Toyota Corolla. Com pouco mais de 80.000 km rodados, esta unidade ano/modelo 2004/2005 começou a falhar, principalmente na fase fria. Um problema que não é difícil de resolver, mas chato.

A troca do filtro interno, anéis de vedação superior e inferior, e o anel o’ring dos bicos injetores é um recurso que pode funcionar

Revisamos o sistema de ignição, velas e bobinas. Tudo certo. Depois, o sistema de injeção. E pronto. Encontramos o defeito: válvulas injetoras desequalizadas. As removemos e testamos em bancada, em equipamento especial, que permite medir a quantidade de combustível as válvulas injetam durante dois minutos, com pressão constante. Duas das quatro válvulas injetavam muito menos combustível do que deveriam.

O mais seguro neste caso é trocar os quatro injetores. Cada um custa aproximadamente R$ 300. Mas, antes disso, há um recurso bem mais barato, que pode funcionar: fazer o reparo, com a troca do filtro interno, anéis de vedação superior e inferior, e o anel o’ring. Todo esse trabalho custa em torno de R$ 150, e foi o que fizemos. No final, as válvulas ficaram equalizadas, todas com a mesma vazão.

Teste mostrou que os bicos injetores estavam desequalizados

Ocorre, porém, que esta não é a primeira vez que realizamos este tipo de trabalho em um Toyota Corolla desta versão, batizada de Brad Pitt, pois na época do lançamento, o galã de Hollywood foi o garoto-propaganda do veículo. Nos últimos meses, realizamos dúzias de serviços assim.

Há diversas possibilidades para isso estar acontecendo, uma delas está relacionada à qualidade do combustível. Outra, à forma de uso do veículo. Com 12 anos de idade, o tanque de combustível pode ter acumulado resíduos no fundo, e quando a gasolina baixa, acaba bombeando um pouco de sujeira para o sistema, o que pode prejudicar as válvulas injetoras. Por isso, é bom evitar andar com o tanque na reserva.

Quero aproveitar para lembrar a todos da importância de realizar a manutenção preventiva do veículo antes de sair de férias, neste fim de ano. Sabemos que a situação está crítica ainda, e é por isso mesmo que recomendamos verificar o estado de funcionamento do veículo antes de pegar a estrada. Um reparo corretivo longe de casa é sempre muito, mas muito mais caro do que o preventivo.

Sergio Torigoe

Sergio Torigoe

Engenheiro mecânico, proprietário do Centro de Diagnóstico Automotivo Torigoe, na Rua Serra de Botucatú, 2724, Tatuapé. (11) 2097-8440

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