Toyota Corolla XRS: Tiozão agressivo

O design do Toyota Corolla é, indiscutivelmente, agradável e de muito bom gosto. Esguio e comprido, conta com elementos que o fazem mais largo do que realmente é, como o conjunto ótico estreito e horizontal alinhado, na frente, com a grade, e na traseira, com o friso cromado por toda extensão da tampa do porta-malas.

A versão XRS ganhou um banho de loja e recebeu acessórios de design esportivo: aerofólio traseiro, saias laterais e spoiler dianteiro, além de máscara negra nos faróis. E isso é tudo que o modelo tem de esportivo. Motor, transmissão e suspensão são os mesmos das demais versões, XEi e Altis.

A Toyota podia ao menos ter reduzido um pouco a altura do XRS e calçado com rodas e pneus maiores e mais largos, mas a marca não se deu ao trabalho. Fato é que o Corolla é bom do jeito que sai de fábrica. Os acessórios originais suprem a necessidade daqueles que buscam um design diferenciado, mas não exagerado.

O preço é alto: R$ 110.390, na cor branca, e R$ 111.840 na preta. A XEi custa R$ 104.850 e R$ 106.300 nas mesmas cores, respectivamente. Vale a pena? Até vale, apesar de a concorrência ser forte. Mas, trata-se de um carro confiável, de baixo custo de manutenção, pouca desvalorização.

Ao volante
Os acessórios acrescentam 10 kg ao peso do carro, na comparação com a versão XEi, e mesmo sendo peças de design aerodinâmico, a dirigibilidade não melhora nem piora. O motor 2.0 Dual VVT-i gera 154 cv a 5800 rpm e torque máximo de 20,7 kgfm a 4800 rpm, quando abastecido com etanol, e acoplado ao câmbio CVT com sete marchas virtuais, permite acelerar de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos e atingir velocidade máxima de 199 km/h.

No entanto, o conforto é o grande negócio do Corolla. A sensação é de flutuar a bordo do sedan. Apesar de não haver dezenas de recursos tecnológicos, os principais estão presentes, como ar-condicionado automático, controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, ajuste de altura e profundidade do banco e volante, controle de cruzeiro, sistema multimídia com TV digital, DVD Player e GPS, computador de bordo, entre outros.

O modelo conta com câmera traseira para manobras, mas não tem alerta sonoro. A estratégia da marca é acreditar que um dispensa o outro. Uma pena, pois faz falta. O alerta sonoro auxilia muito quando é preciso dar marcha-à-ré em áreas abertas, em que uma pessoa ou cachorro pode surgir de repente.

Outro item que faz falta é o sistema Start-Stop, que desliga o motor e religa automaticamente no trânsito. Trata-se de uma tecnologia que a maioria dos modelos top de linha já dispõe e ajuda no consumo de combustível, que no Corolla não é ruim, faz 7,2 km/l na cidade, quando abastecido com etanol, e 10,6 km/l, com gasolina, de acordo com a marca.

Ficha técnica
Toyota Corolla XRS 2.0 AT
Motor: dianteiro, transversal, flex, 4 cilindros, DOHC, comando de válvulas variável na admissão e escape, 1.986 cm³, 16 v, 154/193 cv a 5800 rpm (etanol/gasolina), 20,7/19,4 kgfm a 4800 rpm (e/g); diâmetro x curso: 80,5 x 97,6 mm; taxa de compressão: 12:1
Câmbio: CVT com 7 marchas virtuais
Tração: dianteira
Direção: assistência elétrica
Suspensão: independente na dianteira, tipo McPherson, e eixo de torção na traseira
Freios: a disco nas quatro rodas, ventilados na dianteira e na traseira
Rodas e pneus: liga leve 215/50 R17
Dimensões: comprimento, 4620 mm; largura, 1775 mm; altura, 1485 mm; entre-eixos, 2700 mm, peso, 1345 kg, porta-malas, 470 l; tanque de combustível, 60 l
Desempenho: velocidade máxima, 199 km/h; aceleração 0 a 100 km/h: 9,6 s
Consumo PBE-V Inmetro: cidade – 7,2/10,6 km/l (e/g); estrada –8,8/12,6 km/l (e/g)

Alexandre Akashi

Alexandre Akashi

Editor da Revista Farol Alto alexandre@farolalto.com.br

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